domingo, 22 de maio de 2011

Momentos Mágicos !!!!

Quando eu comecei a dançar sabia que a repetição e o esforço eram essenciais para o aprendizado.
Fui aluna aplicada e por muitos anos me entreguei a dança como o espaço do meu repouso, da minha possibilidade de viver a mágica, de promover no corpo a emoção.
Quando cheguei a Cacoal, fui tomada pelo trabalho, pelo calor, pelas mudanças propostas no caminho da minha vida. 
Me distanciei da dança, não havia espaço para transbordar a emoção que não fossem as inúmeras salas de aula por onde passei. Mas faltava. Estava manca. Sentia que travava.
Fiquei surpresa, quando recebi um convite de alguém que não conhecia. Rapidamente nos tornamos amigos. Ele não usa palavras , mas fala com os olhos. Traduz seus desejos com a intensidade de seus gestos.
  Me conectou a dança e me mostrou que os caminhos que escolhemos para propor a emoção não podem, nem devem se esgotar.   Me fez bailarina  de novo!



Fernando Pessoa...

 " Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário. Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas. Se achar que precisa voltar, volte! Se perceber que precisa seguir, siga! Se estiver tudo errado, comece novamente. ...Se estiver tudo certo, continue. Se sentir saudades, mate-a. Se perder um amor, não se perca! Se achar, segure-o! " (Fernando Pessoa)

sábado, 21 de maio de 2011

Aprendi muito com você !

 Teus olhos miúdos e mãos pequenas tocaram minha essencia e mudaram meus valores, quando aprendi que uma vez a confiança perdida o trabalho de resgate é árduo.
Te vi, mas enxerguei tuas marcas.
Tentei tocar teu rosto, mas me repeliu de forma explícita como quem fecha o corpo.
Por vezes,  pensei que ausencia de afeto se supria apenas com afeto. Não foi o que você me mostrou. Nas nossas idas e vindas as palavras só aumentaram quando diariamente meus olhos tocavam os teus.
Me afligia em ver tua alma de criança adormecida. Teus gestos inertes, teu corpo passivo. Endureci, quando cheguei a crer que o mal que te fizeram tinha te consumido.
Dia após dia , você me mostrou que algumas cercas que criamos para nos defender só sucumbem nas certezas. Você me fez perceber que nem toda criança se alegra com balões coloridos e que a força de uma mão que se entrega, a doçura de um olhar, a intimidade de um abraço são degraus necessários a nossa conquista.
Te vi bebê, te conquistei menino e hoje quando te encontrei homem percebi as marcas em forma  de cicatriz. O medo, uma constante em seus olhos deu lugar a um brilho único. Apesar da tristeza, pude ver luz.
Sua ânsia pelo futuro e a crença de quem quer uma familia para ser feliz me convenceu que construimos juntos o resgate da criança que morta em essencia quase desistiu de viver.
Eu continuo acreditando em você e só hoje depois de tanto tempo, sei que isso fez diferença para você e, com certeza, para mim.      

Imagem Internet

terça-feira, 17 de maio de 2011

...

"Não iremos a parte alguma se não formos capazes de correr o risco de fracassar. " Flávio Gikovate

Muitas vezes calcados nas profecias autorealizadoras de incompetencia, insuficiencia limitamos a ação por medo de errar, por descrédito e, também pela incerteza que a frustração constrói. Essas profecias são monumentos em nossa estrutura psiquica que nos convertem a agir de acordo com as crenças alheias. Muitos sujeitos passam a crer depois de tanto ouvir.  Perdem-se de si mesmos e navegam em águas escuras quando não se percebem responsáveis pelo próprio fazer. 
Frente ao erro nossa ferida narcisica dói, arde e nos impede de ver o que pode estar no entorno do erro. A força utilizada, a energia empreendida, o vigor da nossa ação, enfim, ficamos tão presos ao resultado final que não enxergamos o processo. 
Olhar nossa ação pode fazer toda diferença para começar de novo !

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Pudim...

Recebi da minha mãe, o texto é da Martha Medeiros....


" Não há nada que me deixe mais frustrada
do que pedir Pudim de sobremesa,
contar os minutos até ele chegar
e aí ver o garçom colocar na minha frente
um pedacinho minúscula do meu pudim preferido.
Uma só.

Quanto mais sofisticado o restaurante,
menor a porção da sobremesa.
Aí a vontade que dá é de passar numa loja de conveniência,
comprar um pudim bem cremoso
e saborear em casa com direito a repetir quantas
vezes a gente quiser,
sem pensar em calorias, boas maneiras ou moderação.

O PUDIM é só um exemplo do que tem sido nosso cotidiano.

A vida anda cheia de meias porções,
de prazeres meia-boca,
de aventuras pela metade.
A gente sai pra jantar, mas come pouco.

Vai à festa de casamento, mas resiste aos bombons.

Conquista a chamada liberdade sexual,
mas tem que fingir que é difícil
(a imensa maioria das mulheres
continua com pavor de ser rotulada de 'fácil').

Adora tomar um banho demorado,
mas se contém pra não desperdiçar os recursos do planeta.

Quer beijar aquele cara 20 anos mais novo,
mas tem medo de fazer papel ridículo.

Tem vontade de ficar em casa vendo um DVD,
esparramada no sofá,
mas se obriga a ir malhar.
E por aí vai.

Tantos deveres, tanta preocupação em 'acertar',
tanto empenho em passar na vida sem pegar recuperação...

Aí a vida vai ficando sem tempero,
politicamente correta
e existencialmente sem-graça,
enquanto a gente vai ficando melancolicamente
sem tesão...

Às vezes dá vontade de fazer tudo 'errado'.
Deixar de lado a régua,
o compasso,
a bússola,
a balança
e os 10 mandamentos.

Ser ridícula, inadequada, incoerente
e não estar nem aí pro que dizem e o que pensam a nosso respeito.
Recusar prazeres incompletos e meias porções.

Até Santo Agostinho, que foi santo, uma vez se rebelou
e disse uma frase mais ou menos assim:
'Deus, dai-me continência e castidade, mas não agora'...

Nós, que não aspiramos à santidade e estamos aqui de passagem,
podemos (devemos?) desejar
vários pedaços de pudim,
bombons de muitos sabores,
vários beijos bem dados,
a água batendo sem pressa no corpo,
o coração saciado.

Um dia a gente cria juízo.
Um dia.
Não tem que ser agora.

Por isso, garçom, por favor, me traga:
um pudim inteiro
um sofá pra eu ver 10 episódios do 'Law and Order',
uma caixa de trufas bem macias
e o Richard Gere, nu, embrulhado pra presente.
OK?
Não necessariamente nessa ordem.

Depois a gente vê como é que faz pra consertar o estrago . (Martha Medeiros)"


domingo, 15 de maio de 2011

Piruetas - Sobre o movimento...

A Pirueta é um movimento preciso que dotado de leveza é forte, firme , intenso. Tecnicamente é um movimento dificil, mas em sua essencia é prazeroso, deve ser leve. Compõe  antagonismos de leve e firme; forte (intenso) e rápido.
A pirueta revela a alma de uma bailarina e propicia a sensação de liberdade e equilibrio.
A pirueta é o foco, o chantilly, o recheio, o doce e essencial.   Sabemos que não é por que você fez uma vez de maneira adequada e perfeita que já aprendemos como fazê-la. É um movimento que precisa ser ensaiado muitas vezes para alcançar a coerência (ainda mais na ponta). A grande jornada de uma Pirueta é que ela é um movimento pessoal que depende de uma construção única e singular. Podemos repetir o mesmo movimento várias vezes, mas sempre ele será dotado de um ritmo, uma velocidade e um empreendimento de energia.

Confesso que a magia desses momentos está impressa no meu coração !



Fiquei Muda...

Passei a semana toda pensando, ruminando idéias... construindo... O meu silêncio , as vezes se faz necessário para que eu possa organizar o mundo de dentro e re-(com)-por as coisas no lugar. Afeto é uma coisa interessante bagunça, desorganiza, desfaz e refaz a ordem da vida, mas chega um momento que organizar é essencial para seguir em frente !